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FLORES
FICA SEMPRE UM POUCO DE PERFUME NAS MÃO QUE OFERECEM ROSAS
sexta-feira, 25 de junho de 2010
VIOLÊNCIA ÍNTIMA
Ora crimes hediondos, outras tantas vezes brigas fúteis com finais infelizes, agressões gratuitas e intensas, abalando vidas, alterando planos e sonhos.
Não por acaso, em várias pesquisas de opinião, uma das preocupações mais corriqueiras citadas pelo cidadão comum é a violência.
E a violência se espraia de tal maneira em nosso cotidiano que nos dá a concreta impressão de que ontem ela era algo distante, onde o contato se dava apenas pelo rádio ou pela TV e agora vem invadindo nosso lar e nossas vidas.
Como consequência, não são poucos os que vêm desenvolvendo síndromes e fobias das mais diversas.
Já não se sai mais às ruas com tranquilidade, já não se conversa de forma descontraída na fila do ônibus. O desconhecido que nos pede informação na rua parece sempre uma ameaça.
Ocupamos e nos preocupamos com a violência que grassa solta nas ruas. Evitamos o contato com outros, isolamos nossa residência, tentamos ficar alheios a toda essa onda de violência externa.
E quanto à nossa violência interna? E quanto ao mundo violento que carregamos em nossa intimidade - temos nos preocupado em livrarmo-nos dele?
A resposta curta e fria dentro do lar, temperada pela falta de paciência ou tolerância, não é nossa cota de violência que despejamos em casa?
O descontrole emocional com os filhos, frente a uma travessura infantil, onde o educar cede lugar à repressão, não é a nossa violência, que carregamos na intimidade e, vez por outra, despejamos nos outros?
A violência do mundo nasce na intimidade de cada um de nós. O mundo violento é o reflexo dessa violência íntima a se exteriorizar em nossas ações.
A vida nos oferece a chance de nascer no ambiente que melhor nos propicia oportunidades de crescimento. Assim, a violência que se instaura no mundo externo serve como reflexão se a desejamos ou não.
Cansados da violência, o próximo passo será sempre o de nos livrarmos dela. Porém, não externamente. Só nos livraremos verdadeiramente da violência quando ela não mais existir em nossa intimidade.
Mahatma Ghandi conseguiu libertar todo um país sem derramar uma gota de sangue ou ceifar uma vida que seja.
E é esse mesmo Apóstolo da paz quem afirmava que em uma casa onde haja um indivíduo pacífico, o lar terá paz. Em uma rua onde haja uma casa em paz, haverá paz. Em um bairro onde haja uma rua em paz, esse terá paz. E em uma cidade onde haja um bairro em paz, essa adquirirá a paz.
Demonstra assim Gandhi que a paz no mundo nasce necessariamente da paz que começamos a nutrir em nossa intimidade.
Até lá, seremos apenas seres violentos vítimas das violências de nosso próximo.
Pensemos nisso e nos tornemos promotores da paz.
Redação do Momento Espírita.
Em 25.06.2010
LEVAR O AMOR
Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.
Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio se converta em chance, em nova chance.
Que eu me dê novas chances... De amar de novo, de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando-me da estagnação.
Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor; não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.
Que seja um amor maduro, que proclama seguro: Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!
* * *
Que eu leve o amor... À minha família.
Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...
Que eu seja a luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.
Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas. Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...
Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido. Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.
Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos. Que minha ternura não seque tão facilmente.
Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam e não sejam os pais que gostaria de ter.
Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si, embora nem sempre tenham êxito.
São os pais que preciso. São os pais que me amam.
Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas farpas de gelo me ferirem o coração.
São os espinhos da convivência. Não precisam se transformar em ódio se o amor assim desejar.
Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.
Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.
Que eu respeite. Que eu compreenda. Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.
Que eu leve o amor aos que me querem mal, evitando aumentar seu ódio com meu revide, com minha altivez.
Que ore por eles. Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes não recordando dos equívocos que macularam seus corações.
Que lhes mostre que ontem errei, mas que hoje estou diferente, renovado, disposto a reconstruir o que destruí.
Que eu leve o amor... A minha sociedade.
Que eu leve o amor aos que não conheço, mas que fazem parte de meu mundo.
Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...
Que eu leve o amor ao mundo, perfumando a Terra com bons pensamentos, com otimismo, com alegria.
Que eu leve o amor aos viciados em más notícias, aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.
Que meu amor os faça ver a beleza da vida, das Leis de Deus, do mundo em progresso gerido por Leis de amor maior.
Que eu leve o amor aos carentes, do corpo e da alma. Que meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.
Sou agente transformador. Sou agente iluminador. Sou instrumento da paz no mundo.
Que eu leve o amor...
Redação do Momento Espírita.
Em 10.05.2010.
RAZÕES DO MEU VIVER!
REENCARNAÇÃO UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA
MUITO OBRIGADA
Quem tem condições
O perfeito entendimento entre as criaturas ainda é raro no mundo.
Os laços de genuína afinidade são tesouros preciosos, a serem carinhosamente mantidos.
Entretanto, não é possível conviver apenas com quem partilha das mesmas ideias.
Nos mais variados setores da existência, os atritos por vezes surgem.
No recesso do lar, irmãos nem sempre se entendem. Pais e filhos têm ideais diferentes.
Esposos frequentemente não encontram um denominador comum na condução dos destinos da família.
No setor profissional, também há criaturas com as quais o relacionamento é trabalhoso e difícil. Nessas horas críticas é que se revela o valor individual.
O primeiro impulso é o de esperar ser compreendido.
As próprias ideias sempre parecem mais acertadas do que as alheias.
As soluções que o próprio coração alvitra costumam se afigurar mais justas do que as propostas pelos outros.
O outro é que deve entender, perdoar e ceder.
Contudo, esse gênero de expectativa não costuma ser atendido.
Se ninguém se dispuser a dar o primeiro passo rumo ao entendimento, um pequeno evento pode tomar proporções desastrosas.
Quanto a quem se esforçará mais e melhor pela paz, a maturidade espiritual dos envolvidos é que decide.
Em qualquer situação, vigora o princípio de que ninguém pode dar o que não tem.
O egoísta, vaidoso e arrogante não consegue exemplificar a humildade e facultar a concórdia.
O pervertido não possui condições íntimas de vivenciar a pureza. Tendo essa realidade em mente, procure analisar como você se comporta em situações de confronto.
Procura perdoar, compreender e auxiliar?
Ou se considera demasiado importante para abdicar de sua posição em favor da paz?
Não se trata de ganhar ou de perder, mas de aprender a respeitar opiniões diferentes.
Mesmo quando sua posição é visivelmente a melhor, há como lutar por ela sem ofender e humilhar.
Se você é cristão, seus deveres perante a humanidade são significativos.
Afinal, você precisa ser o sal da Terra e a luz do mundo.
Entre o cristão sincero e os erros do mundo trava-se há longo tempo um silencioso combate.
Só que esse combate não é sanguinolento, mas se estriba no exemplo e na compaixão.
Se o próximo é difícil, cabe-lhe conquistá-lo e gentilmente esclarecê-lo.
Quem está mais preparado para as renúncias que a harmonia social exige?
O descrente ou o idealista?
Ciente disso, torne-se um agente do bem.
Se a vida lhe oportuniza ser aquele que serve e luta pela paz, significa que você tem condições para tanto.
Não desperdice a oportunidade!
Redação do Momento Espírita.Em 11.05.2009.
O amor não seleciona
Era um casal sem filhos. Os anos se somavam e, por mais tentassem, a gravidez nunca se consumava.
Aderiram a sugestões e buscaram exames mais sofisticados que lhes apontaram, enfim, a total impossibilidade de um dia se tornarem pais dos próprios filhos.
Optaram pela adoção e se inscreveram em um programa do município, ficando à espera.
Certo dia, a notícia chegou inesperada pelo telefone: Temos uma criança. Vocês são os próximos da lista. Venham vê-la.
Rapidamente se deslocaram para o local. Pelo caminho se perguntavam: Como será o bebê? Louro? Cabelos castanhos? Miúdo? Olhos negros? Menino ou menina?
Tal fora a alegria na recepção da notícia, que se haviam esquecido de indagar de detalhes.
Vencida a distância, foram recepcionados pela assistente social que os levou ao berçário e apontou um dos bercinhos.
O que eles puderam ver era uma coisinha miúda embrulhada em um cobertor.
Mas a servidora pública esclareceu: Trata-se de um menino. É importante que vocês o desembrulhem e olhem.
Não sei o que acontece pois vários casais o vieram ver e não o levaram. Se vocês não o quiserem, chamaremos o casal seguinte da lista.
Marido e mulher se olharam, ele segurou a mão dela e falou: Querida, talvez a criança seja deficiente ou enferma. Pense, se fosse nosso filho, se o tivéssemos aguardado nove meses, se ele tivesse sido gerado em seu ventre, alimentado por nossas energias, o amaríamos, não importando como fosse.
Por isso, se Deus nos colocou em seu caminho, ele é para nós e o levaremos, certo?
A emoção tomou conta da jovem. Estreitaram-se num amplexo demorado.
É nosso filho, desde já. Foi a resposta.
A enfermeira lhes trouxe o pequeno embrulho. Era um menino de cor negra. A desnutrição esculpira naquele corpo frágil uma obra esquelética, com as miúdas costelas à mostra.
Levaram-no para casa. A primeira mamada foi emocionante. O garotinho sugou com sofreguidão. Pobre ser! Quanta fome passara. Talvez fosse a primeira vez que bebesse leite.
No transcorrer das semanas, o casal descobriu que o pequeno era um poço de enfermidades complicadas. Meses depois, foi a descoberta de uma deficiência mental.
Na medida em que mais problemas surgiam, mais o amavam.
Já se passaram cinco anos. O garoto, ao influxo do amor, venceu a desnutrição e as enfermidades.
Carrega a deficiência, mas aprendeu a falar, embora com dificuldade e todas as noites, quando se recolhe ao leito, enquanto os pais lhe ensinam a orar ao Senhor Jesus, em gratidão pelo dia vencido, ele abraça, espontâneo a um e outro e diz: Mamãe, papai, amo vocês.
Haverá na Terra recompensa maior do que a que se expressa na espontaneidade de um Espírito reconhecido na inocência da infância?
* * *
O filho deficiente necessita muito dos pais. Todo Espírito que chega ao nosso lar, com deficiência e limitação, necessita do nosso amor para que se recupere e supere a própria dificuldade.
O filho deficiente é sempre compromisso para a existência dos pais.
Amemos, pois, os nossos filhos, sejam eles joias raras de beleza e inteligência ou diamantes brutos, necessitados de lapidação para que se lhes descubra a riqueza oculta.
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