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FLORES

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segunda-feira, 14 de março de 2011

PAIS APRENDEN A COMER COM OS FILHOS


A participação de toda a família é uma das principais orientações do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Guacira MerlinPorto Alegre
Felipe Ritter, de 6 anos, é pura energia. O irmão Guilherme não fica para trás: adora andar de bicicleta. Apenas seis meses atrás, os dois eram bem mais gordinhos. As lágrimas mostram o quanto estar acima do peso afeta a vida de uma criança. “No caso do Guilherme, ele já sofria na escola, com os colegas, chamando de gordinho e tudo”, conta a dona de casa Luciana Ritter, mãe dos meninos.
Hoje, é mais gostoso se olhar no espelho. Guilherme perdeu dez quilos. Felipe, seis. E os dois continuam emagrecendo. Correr atrás das galinhas ajuda a manter a forma, porque o segredo é se exercitar com prazer. E não é só brincadeira. É recomendação médica, da equipe que está ajudando os meninos a entrar em forma.
Depois de gastar tanta energia, Felipe prova o tira-gosto. No mercadinho, ele mesmo ajuda a escolher a salada. A dieta dos filhos acabou mudando a alimentação de toda a família. Na vizinhança, eles já ganharam até apelido. “É família pé de alface, porque em todas as refeições pode faltar carne, mas não pode faltar o alface”, diz Luciana.
Para acompanhar o ritmo dessa família, a cozinha mudou. Na geladeira, saiu o refrigerante, e entrou a água. As frutas ganharam um lugar de destaque, ficam sempre à mão para quando bater uma fome. Na mesa, há pelo menos quatro tipos de saladas. E o freezer também mudou. Antes era usado para pizzas congeladas, lasanhas e sorvetes. Agora, virou o armário do pai, o empresário Celso Ritter.
Aliás, o pai também entrou na linha. Celso perdeu dez quilos. “Acho que foi incentivo dos guris. Minha esposa também está me ajudando muito. São os filhos dando exemplo para o pai. Dessa vez, é ao contrário”, conta.
“A gente come aquilo que os guris comem. Sem dizer assim, você está comendo porque você está de dieta e o pai e mãe, não. O que eles comem é o que a gente come”, diz a dona de casa Luciana.
A participação de toda a família é uma das principais orientações do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde os meninos são atendidos.
“A família tem que dizer: graças ao meu filho, que está agora gordo, a gente vai mudar o hábito. Todo mundo vai ser mais saudável. Nós não vamos precisar comer sobremesa. A gente vai fazer mais atividade, a gente não vai comer tanta coisa pronta. E todo mundo vai ficar mais saudável. A família não pode dizer assim: por causa do meu filho que está gordo, agora nós não vamos comer sobremesa. Ou seja, isso não é um castigo. É uma oportunidade”, explica a chefe do serviço de nutrologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, Elza de Mello.

A doutora Elza é responsável pelo serviço que todas as semanas recebe cerca de 30 pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para medir, pesar e fazer exames que indicam a quantidade de gordura em cada dobra do corpo.
Na ficha, ficam anotadas as metas da garotada. Para começar, coisas simples, para não assustar: incluir uma fruta no cardápio, não ficar mais de três horas sem se alimentar, nunca perder o café da manhã. E toda a família recebe dicas de nutrição.
“Ensinar que a mãe não precisa raspar o prato todas as vezes que dê, porque a criança pode ter o direito de ter mais fome na hora do almoço do que na janta. Não oferecer sobremesa porque ‘eu já almocei, já coloquei alimentação salgada e preciso e colocar a sobremesa’. No início, a mãe consegue uma fruta, mas depois a criança vai querer doce”, destaca a doutora Elza.
A recomendação mais importante: os pais precisam aprender a negociar com os filhos, fazer acordos para que a criança não desista de emagrecer.
“Não adianta a gente dizer trocar um bolo por uma maçã. Não acontece. Se acontecer, vai acontecer dois dias. Mas adianta eu dizer: come meia fatia do bolo. Isso ele consegue”,aponta a chefe do serviço de nutrologia do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

LEVAR O AMOR

Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.

Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio se converta em chance, em nova chance.

Que eu me dê novas chances... De amar de novo, de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando-me da estagnação.

Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor; não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.

Que seja um amor maduro, que proclama seguro: Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!

* * *

Que eu leve o amor... À minha família.

Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...

Que eu seja a luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.

Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas. Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...

Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido. Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.

Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos. Que minha ternura não seque tão facilmente.

Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam e não sejam os pais que gostaria de ter.

Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si, embora nem sempre tenham êxito.

São os pais que preciso. São os pais que me amam.

Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas farpas de gelo me ferirem o coração.

São os espinhos da convivência. Não precisam se transformar em ódio se o amor assim desejar.

Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.

Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.

Que eu respeite. Que eu compreenda. Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.

Que eu leve o amor aos que me querem mal, evitando aumentar seu ódio com meu revide, com minha altivez.

Que ore por eles. Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes não recordando dos equívocos que macularam seus corações.

Que lhes mostre que ontem errei, mas que hoje estou diferente, renovado, disposto a reconstruir o que destruí.

Que eu leve o amor... A minha sociedade.

Que eu leve o amor aos que não conheço, mas que fazem parte de meu mundo.

Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...

Que eu leve o amor ao mundo, perfumando a Terra com bons pensamentos, com otimismo, com alegria.

Que eu leve o amor aos viciados em más notícias, aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.

Que meu amor os faça ver a beleza da vida, das Leis de Deus, do mundo em progresso gerido por Leis de amor maior.

Que eu leve o amor aos carentes, do corpo e da alma. Que meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.

Sou agente transformador. Sou agente iluminador. Sou instrumento da paz no mundo.

Que eu leve o amor...

Redação do Momento Espírita.
Em 10.05.2010.

RAZÕES DO MEU VIVER!

RAZÕES DO MEU VIVER!
REENCARNAÇÃO UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

MUITO OBRIGADA

MUITO OBRIGADA POR VOCÊ VIR ATÉ AQUI E EU PODER COMPARTILHAR COM VOCE UM POUCO DO MEU DIA À DIA!
Quem tem condições

O perfeito entendimento entre as criaturas ainda é raro no mundo.
Os laços de genuína afinidade são tesouros preciosos, a serem carinhosamente mantidos.
Entretanto, não é possível conviver apenas com quem partilha das mesmas ideias.
Nos mais variados setores da existência, os atritos por vezes surgem.
No recesso do lar, irmãos nem sempre se entendem. Pais e filhos têm ideais diferentes.
Esposos frequentemente não encontram um denominador comum na condução dos destinos da família.
No setor profissional, também há criaturas com as quais o relacionamento é trabalhoso e difícil. Nessas horas críticas é que se revela o valor individual.
O primeiro impulso é o de esperar ser compreendido.
As próprias ideias sempre parecem mais acertadas do que as alheias.
As soluções que o próprio coração alvitra costumam se afigurar mais justas do que as propostas pelos outros.
O outro é que deve entender, perdoar e ceder.
Contudo, esse gênero de expectativa não costuma ser atendido.
Se ninguém se dispuser a dar o primeiro passo rumo ao entendimento, um pequeno evento pode tomar proporções desastrosas.
Quanto a quem se esforçará mais e melhor pela paz, a maturidade espiritual dos envolvidos é que decide.
Em qualquer situação, vigora o princípio de que ninguém pode dar o que não tem.
O egoísta, vaidoso e arrogante não consegue exemplificar a humildade e facultar a concórdia.
O pervertido não possui condições íntimas de vivenciar a pureza. Tendo essa realidade em mente, procure analisar como você se comporta em situações de confronto.
Procura perdoar, compreender e auxiliar?
Ou se considera demasiado importante para abdicar de sua posição em favor da paz?
Não se trata de ganhar ou de perder, mas de aprender a respeitar opiniões diferentes.
Mesmo quando sua posição é visivelmente a melhor, há como lutar por ela sem ofender e humilhar.
Se você é cristão, seus deveres perante a humanidade são significativos.
Afinal, você precisa ser o sal da Terra e a luz do mundo.
Entre o cristão sincero e os erros do mundo trava-se há longo tempo um silencioso combate.
Só que esse combate não é sanguinolento, mas se estriba no exemplo e na compaixão.
Se o próximo é difícil, cabe-lhe conquistá-lo e gentilmente esclarecê-lo.
Quem está mais preparado para as renúncias que a harmonia social exige?
O descrente ou o idealista?
Ciente disso, torne-se um agente do bem.
Se a vida lhe oportuniza ser aquele que serve e luta pela paz, significa que você tem condições para tanto.
Não desperdice a oportunidade!

Redação do Momento Espírita.Em 11.05.2009.


O amor não seleciona

Era um casal sem filhos. Os anos se somavam e, por mais tentassem, a gravidez nunca se consumava.

Aderiram a sugestões e buscaram exames mais sofisticados que lhes apontaram, enfim, a total impossibilidade de um dia se tornarem pais dos próprios filhos.

Optaram pela adoção e se inscreveram em um programa do município, ficando à espera.

Certo dia, a notícia chegou inesperada pelo telefone: Temos uma criança. Vocês são os próximos da lista. Venham vê-la.

Rapidamente se deslocaram para o local. Pelo caminho se perguntavam: Como será o bebê? Louro? Cabelos castanhos? Miúdo? Olhos negros? Menino ou menina?

Tal fora a alegria na recepção da notícia, que se haviam esquecido de indagar de detalhes.

Vencida a distância, foram recepcionados pela assistente social que os levou ao berçário e apontou um dos bercinhos.

O que eles puderam ver era uma coisinha miúda embrulhada em um cobertor.

Mas a servidora pública esclareceu: Trata-se de um menino. É importante que vocês o desembrulhem e olhem.

Não sei o que acontece pois vários casais o vieram ver e não o levaram. Se vocês não o quiserem, chamaremos o casal seguinte da lista.

Marido e mulher se olharam, ele segurou a mão dela e falou: Querida, talvez a criança seja deficiente ou enferma. Pense, se fosse nosso filho, se o tivéssemos aguardado nove meses, se ele tivesse sido gerado em seu ventre, alimentado por nossas energias, o amaríamos, não importando como fosse.

Por isso, se Deus nos colocou em seu caminho, ele é para nós e o levaremos, certo?

A emoção tomou conta da jovem. Estreitaram-se num amplexo demorado.

É nosso filho, desde já. Foi a resposta.

A enfermeira lhes trouxe o pequeno embrulho. Era um menino de cor negra. A desnutrição esculpira naquele corpo frágil uma obra esquelética, com as miúdas costelas à mostra.

Levaram-no para casa. A primeira mamada foi emocionante. O garotinho sugou com sofreguidão. Pobre ser! Quanta fome passara. Talvez fosse a primeira vez que bebesse leite.

No transcorrer das semanas, o casal descobriu que o pequeno era um poço de enfermidades complicadas. Meses depois, foi a descoberta de uma deficiência mental.

Na medida em que mais problemas surgiam, mais o amavam.

Já se passaram cinco anos. O garoto, ao influxo do amor, venceu a desnutrição e as enfermidades.

Carrega a deficiência, mas aprendeu a falar, embora com dificuldade e todas as noites, quando se recolhe ao leito, enquanto os pais lhe ensinam a orar ao Senhor Jesus, em gratidão pelo dia vencido, ele abraça, espontâneo a um e outro e diz: Mamãe, papai, amo vocês.

Haverá na Terra recompensa maior do que a que se expressa na espontaneidade de um Espírito reconhecido na inocência da infância?

* * *

O filho deficiente necessita muito dos pais. Todo Espírito que chega ao nosso lar, com deficiência e limitação, necessita do nosso amor para que se recupere e supere a própria dificuldade.

O filho deficiente é sempre compromisso para a existência dos pais.

Amemos, pois, os nossos filhos, sejam eles joias raras de beleza e inteligência ou diamantes brutos, necessitados de lapidação para que se lhes descubra a riqueza oculta.

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