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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Chuvas já mataram 42 na Ilha da Madeira

Chuvas já mataram 42 na Ilha da Madeira

Equipes seguem buscando corpos sob os escombros.
País vai decretar três dias de luto pelas vítimas.

Equipes de resgate portuguesas usando escavadeiras e suas próprias mãos procuravam neste domingo (21) por mais corpos nos escombros, após as enchentes e deslizamentos de terra que mataram pelo menos 42 pessoas na Ilha da Madeira, em Portugal.

Leia também: Parecia um tsunami, diz brasileiro

O governo de Portugal vai decretar três dias de luto nacional em homenagem às vítimas das enchentes no arquipélago. O Conselho de Ministros se reunirá na segunda-feira para declarar os três dias de luto diante das "calamidades e da catástrofe" causadas pelas enchentes e "estudar novas medidas de apoio".

Autoridades enviaram equipes de salvamento e engenheiros militares do continente para auxiliar os trabalhos na ilha, onde uma tempestade no sábado causou inundações e deslizamentos de terra, destruindo pontes, bloqueando estradas com pedras e lama e interditando partes da ilha.

Mergulhadores também foram enviados ao local para ajudar no resgate, já que se acredita que várias vítimas tenham sido empurradas para o mar durante a tragédia e morrido afogadas.

Foto: AFP

Estrago provocado pelas chuvas de sábado (20) em Funchal, capital da Ilha da Madeira, em Portugal. (Foto: AFP)

Foto: AP

Homem é resgatado ao tentar atravessar rua alagada em Funchal, na Ilha da Madeira, no sábado (20). (Foto: AP)

O prefeito da capital de Madeira, Funchal, Miguel Albuquerque, disse que algumas áreas da cidade foram particularmente afetadas. "O que aconteceu nas partes mais altas de Funchal foi algo dantesco", disse ele pela televisão. Ele afirmou esperar que o número de vítimas ainda aumente, pois ainda restam muitas casas soterradas. A chuva alagou ruas da cidade, capital do arquipélago.

Em declarações à imprensa portuguesa, Albuquerque disse que várias das avenidas principais e bairros da cidade estão completamente intransitáveis. As regiões mais baixas de Funchal e dois de seus principais shoppings tiveram que ser esvaziados.

Francisco Ramos, o secretário regional de assuntos sociais, disse que havia 42 mortes confirmadas em Madeira, que fica a cerca de 1.000 quilômetros a sudoeste de Lisboa. Trata-se da pior tragédia em Portugal desde 2001, quando uma ponte sobre o rio Douro colapsou, matando 59 pessoas.

Carros foram arrastados pela correnteza e algumas casas ruíram ou foram danificadas no sábado. Muitas estradas foram destruídas ou bloqueadas com pedras, árvores e lama.

Cerca de 120 pessoas ficaram feridas e outras 300 passaram a noite e abrigos temporários. Aproximadamente 240 pessoas perderam suas casas. Ainda não há uma estimativa oficial para o número de desaparecidos, segundo autoridades locais.

Pedro Barbosa, vice-diretor do Serviço Regional de Defesa Civil, disse que a vila Curral das Freiras ainda estava sem comunicação e só pode ser contatada por rádio.


Parecia um tsunami', diz brasileiro sobre enchente na Ilha da Madeira

Chuvas torrenciais já deixaram 32 mortos em arquipélago português.
Brasileiro que vive em Funchal teve casa atingida por árvore e carros.

Amauri ArraisDo G1, em São Paulo

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As chuvas torrenciais que já deixaram 32 mortos na Ilha da Madeira são “a situação mais caótica” já vista pelo brasileiro Guilherme Reis, 34, que vive há 5 anos em Funchal, capital do arquipélago que fica 900 km a sudoeste de Lisboa.

“Parecia um tsunami vindo de cima para baixo”, descreve o brasileiro, segundo o qual mesmo os portugueses nascidos no arquipélago não viam algo semelhante desde 1993, quando outra tempestade atingiu a região.


“Ontem fez um dia maravilhoso, mas já tinha alerta vermelho para hoje. Pela manhã, o tempo já estava fechado e chovendo. Mais ou menos meio dia, saí para dar aula e já vi o caos nas ruas”, conta Reis, que dá aulas numa academia e mora na Zona do Lido, região turística que foi menos afetada pelas enchentes.

Foto: Duarte Sa / Reuters

Os destroços de um táxi são vistos entre duas construções atingidas pela enchente em Funchal, neste sábado (20) (Foto: Duarte Sa / Reuters)

Casa destruída

Situação mais grave, segundo ele, viveu seu primo, Fabiano Silva, 25, que mora no bairro da Pena, um dos mais atingidos.


“Ele trabalha à noite em um posto de gasolina. Chegou de manhã para descansar e quando ouviu os gritos, saiu de casa só com a roupa do corpo e pulou o muro. No local onde está a casa dele, já tiraram três pessoas mortas. Na porta da casa, tinha um táxi e um tronco de árvore muito grande”, conta.

Foto: Reuters

Policial ajuda morador a atravessar rua alagada durante enxurrada neste sábado (20) em Funchal, na Ilha da Madeira. (Foto: Reuters)


Ainda abalado pelo susto, Fabiano, que também dá aulas de jiu-jitsu em Funchal, não pôde falar com a reportagem. “Ele perdeu tudo, mas pelo menos escapou com vida”, diz o primo.

“Nunca vi nada igual. Na mesma rua do meu primo, vi duas pessoas mortas dentro dos carros. Em cima da casa, foi encontrado o corpo de um bebê”, conta. No mesmo bairro, segundo Reis, vive ainda o presidente do governo regional, Alberto João Jardim.


De acordo com o brasileiro, por estar em uma região montanhosa, a cidade sofreu com os deslizamentos que atingiram as ribeiras, como são chamados os vales entre os morros, atingidos por lama, árvores e carros que foram arrastados pela força da água.


No final da tarde no Brasil, já noite em Portugal, a chuva havia dado uma trégua, mas o tempo permanecia fechado, segundo o professor. “O alerta vermelho deve durar o fim de semana inteiro, mas a meteorologia prevê que vai chover com menos intensidade”, disse.


BY MI FONTE: G1 MUNDO NOTÍCIAS -INTERNET EM 21/02

LEVAR O AMOR

Que eu leve o amor... A mim, em primeiro lugar.

Que eu leve o amor para dentro de mim e que todo auto-ódio se converta em chance, em nova chance.

Que eu me dê novas chances... De amar de novo, de acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando-me da estagnação.

Onde houver ódio em mim, que eu leve o amor; não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.

Que seja um amor maduro, que proclama seguro: Eu sei quem sou! Eu sei quem quero ser!

* * *

Que eu leve o amor... À minha família.

Onde houver ódio em minha família, que eu leve o amor...

Que eu seja a luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis em meu lar.

Que eu leve o amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas. Que minhas preces e meu sorriso os guarde em paz...

Que eu leve o amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido. Que eu lembre de oferecer a outra face do ensino do Cristo.

Que eu leve o amor quando meus filhos sejam ingratos. Que minha ternura não seque tão facilmente.

Que eu leve o amor quando meus pais não me compreendam e não sejam os pais que gostaria de ter.

Que minha compreensão desperte de seu sono e perceba que eles buscam acertar, que buscam dar o melhor de si, embora nem sempre tenham êxito.

São os pais que preciso. São os pais que me amam.

Que eu leve o amor quando o romance esfriar e algumas farpas de gelo me ferirem o coração.

São os espinhos da convivência. Não precisam se transformar em ódio se o amor assim desejar.

Que eu leve o amor... Aos meus inimigos.

Que eu leve o amor mesmo a quem não me tem amor.

Que eu respeite. Que eu compreenda. Que eu não me entregue ao ódio tão facilmente.

Que eu leve o amor aos que me querem mal, evitando aumentar seu ódio com meu revide, com minha altivez.

Que ore por eles. Que lhes peça perdão em prece, mesmo muitas vezes não recordando dos equívocos que macularam seus corações.

Que lhes mostre que ontem errei, mas que hoje estou diferente, renovado, disposto a reconstruir o que destruí.

Que eu leve o amor... A minha sociedade.

Que eu leve o amor aos que não conheço, mas que fazem parte de meu mundo.

Que eu aprenda a chamá-los todos de irmãos...

Que eu leve o amor ao mundo, perfumando a Terra com bons pensamentos, com otimismo, com alegria.

Que eu leve o amor aos viciados em más notícias, aos pessimistas, aos que já se entregaram à derrota.

Que meu amor os faça ver a beleza da vida, das Leis de Deus, do mundo em progresso gerido por Leis de amor maior.

Que eu leve o amor aos carentes, do corpo e da alma. Que meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.

Sou agente transformador. Sou agente iluminador. Sou instrumento da paz no mundo.

Que eu leve o amor...

Redação do Momento Espírita.
Em 10.05.2010.

RAZÕES DO MEU VIVER!

RAZÕES DO MEU VIVER!
REENCARNAÇÃO UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

MUITO OBRIGADA

MUITO OBRIGADA POR VOCÊ VIR ATÉ AQUI E EU PODER COMPARTILHAR COM VOCE UM POUCO DO MEU DIA À DIA!
Quem tem condições

O perfeito entendimento entre as criaturas ainda é raro no mundo.
Os laços de genuína afinidade são tesouros preciosos, a serem carinhosamente mantidos.
Entretanto, não é possível conviver apenas com quem partilha das mesmas ideias.
Nos mais variados setores da existência, os atritos por vezes surgem.
No recesso do lar, irmãos nem sempre se entendem. Pais e filhos têm ideais diferentes.
Esposos frequentemente não encontram um denominador comum na condução dos destinos da família.
No setor profissional, também há criaturas com as quais o relacionamento é trabalhoso e difícil. Nessas horas críticas é que se revela o valor individual.
O primeiro impulso é o de esperar ser compreendido.
As próprias ideias sempre parecem mais acertadas do que as alheias.
As soluções que o próprio coração alvitra costumam se afigurar mais justas do que as propostas pelos outros.
O outro é que deve entender, perdoar e ceder.
Contudo, esse gênero de expectativa não costuma ser atendido.
Se ninguém se dispuser a dar o primeiro passo rumo ao entendimento, um pequeno evento pode tomar proporções desastrosas.
Quanto a quem se esforçará mais e melhor pela paz, a maturidade espiritual dos envolvidos é que decide.
Em qualquer situação, vigora o princípio de que ninguém pode dar o que não tem.
O egoísta, vaidoso e arrogante não consegue exemplificar a humildade e facultar a concórdia.
O pervertido não possui condições íntimas de vivenciar a pureza. Tendo essa realidade em mente, procure analisar como você se comporta em situações de confronto.
Procura perdoar, compreender e auxiliar?
Ou se considera demasiado importante para abdicar de sua posição em favor da paz?
Não se trata de ganhar ou de perder, mas de aprender a respeitar opiniões diferentes.
Mesmo quando sua posição é visivelmente a melhor, há como lutar por ela sem ofender e humilhar.
Se você é cristão, seus deveres perante a humanidade são significativos.
Afinal, você precisa ser o sal da Terra e a luz do mundo.
Entre o cristão sincero e os erros do mundo trava-se há longo tempo um silencioso combate.
Só que esse combate não é sanguinolento, mas se estriba no exemplo e na compaixão.
Se o próximo é difícil, cabe-lhe conquistá-lo e gentilmente esclarecê-lo.
Quem está mais preparado para as renúncias que a harmonia social exige?
O descrente ou o idealista?
Ciente disso, torne-se um agente do bem.
Se a vida lhe oportuniza ser aquele que serve e luta pela paz, significa que você tem condições para tanto.
Não desperdice a oportunidade!

Redação do Momento Espírita.Em 11.05.2009.


O amor não seleciona

Era um casal sem filhos. Os anos se somavam e, por mais tentassem, a gravidez nunca se consumava.

Aderiram a sugestões e buscaram exames mais sofisticados que lhes apontaram, enfim, a total impossibilidade de um dia se tornarem pais dos próprios filhos.

Optaram pela adoção e se inscreveram em um programa do município, ficando à espera.

Certo dia, a notícia chegou inesperada pelo telefone: Temos uma criança. Vocês são os próximos da lista. Venham vê-la.

Rapidamente se deslocaram para o local. Pelo caminho se perguntavam: Como será o bebê? Louro? Cabelos castanhos? Miúdo? Olhos negros? Menino ou menina?

Tal fora a alegria na recepção da notícia, que se haviam esquecido de indagar de detalhes.

Vencida a distância, foram recepcionados pela assistente social que os levou ao berçário e apontou um dos bercinhos.

O que eles puderam ver era uma coisinha miúda embrulhada em um cobertor.

Mas a servidora pública esclareceu: Trata-se de um menino. É importante que vocês o desembrulhem e olhem.

Não sei o que acontece pois vários casais o vieram ver e não o levaram. Se vocês não o quiserem, chamaremos o casal seguinte da lista.

Marido e mulher se olharam, ele segurou a mão dela e falou: Querida, talvez a criança seja deficiente ou enferma. Pense, se fosse nosso filho, se o tivéssemos aguardado nove meses, se ele tivesse sido gerado em seu ventre, alimentado por nossas energias, o amaríamos, não importando como fosse.

Por isso, se Deus nos colocou em seu caminho, ele é para nós e o levaremos, certo?

A emoção tomou conta da jovem. Estreitaram-se num amplexo demorado.

É nosso filho, desde já. Foi a resposta.

A enfermeira lhes trouxe o pequeno embrulho. Era um menino de cor negra. A desnutrição esculpira naquele corpo frágil uma obra esquelética, com as miúdas costelas à mostra.

Levaram-no para casa. A primeira mamada foi emocionante. O garotinho sugou com sofreguidão. Pobre ser! Quanta fome passara. Talvez fosse a primeira vez que bebesse leite.

No transcorrer das semanas, o casal descobriu que o pequeno era um poço de enfermidades complicadas. Meses depois, foi a descoberta de uma deficiência mental.

Na medida em que mais problemas surgiam, mais o amavam.

Já se passaram cinco anos. O garoto, ao influxo do amor, venceu a desnutrição e as enfermidades.

Carrega a deficiência, mas aprendeu a falar, embora com dificuldade e todas as noites, quando se recolhe ao leito, enquanto os pais lhe ensinam a orar ao Senhor Jesus, em gratidão pelo dia vencido, ele abraça, espontâneo a um e outro e diz: Mamãe, papai, amo vocês.

Haverá na Terra recompensa maior do que a que se expressa na espontaneidade de um Espírito reconhecido na inocência da infância?

* * *

O filho deficiente necessita muito dos pais. Todo Espírito que chega ao nosso lar, com deficiência e limitação, necessita do nosso amor para que se recupere e supere a própria dificuldade.

O filho deficiente é sempre compromisso para a existência dos pais.

Amemos, pois, os nossos filhos, sejam eles joias raras de beleza e inteligência ou diamantes brutos, necessitados de lapidação para que se lhes descubra a riqueza oculta.

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